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Esclarecimento sobre a utilização de unidades hoteleiras

Informação à população

Nota de esclarecimento sobre a utilização das unidades hoteleiras da Quinta Do Lorde (Caniçal) e Hotel Dom Pedro (Machico)
FONTE: Jornal da Madeira - David Spranger
Artigo | 31/03/2020 12:56

“Câmaras não são tidas nem achadas nas medidas do governo”

Ricardo Franco, presidente da Câmara Municipal de Machico, denuncia ao JM uma total falta de coordenação e articulação com os municípios da Região em todas as medidas que o Governo Regional vai tomando.

No caso específico da sua autarquia, mostrou-se indignado com as declarações, atribuídas a Pedro Ramos e hoje reproduzidas na pagina 5 do nosso jornal, de que o presidente da Câmara de Machico indicou a Quinta do Lorde. “É completamente falso, não fomos tidos nem achados nesta questão, tal como também sucede em relação ao Hotel D. Pedro”, regista Ricardo Franco.

“Não fui consultado sobre esta matéria, nem eu nem o coordenador da Proteção Civil no concelho, Márcio Gouveia”, assegura.

Neste diferendo, diz que, inclusive, em causa está o seu bom nome, não só perante a sua população, mas também junto da AMRAM, onde ele próprio havia denunciado essa falta de coordenação e quem lê as declarações do senhor secretário pensa que eu sou mentiroso”.

Ricardo Franco aproveita a ocasião para lembrar que “ouvimos falar da situação [Quinta do Lorde] através da comunicação social, remetemos uma missiva a solicitar esclarecimentos ao Serviço Regional de Proteção Civil, e à Secretaria Regional da Saúde datada de 20 de março, e até hoje não recebemos qualquer resposta”.

“É vergonhoso o que se está a passar”, insiste, constatando que “sou questionado perante a população e não sei o que se passa”, lembrando que “se acontecer alguma coisa, é o Serviço de Proteção Municipal que será chamado, sobre uma matéria em que não foi consultado”.

De resto, generaliza esta escolha das unidades hoteleiras a todas as outras medidas,reiterando em “total falta de informação e coordenação entre o Governo e, tenho a certeza, com todas as autarquias da Região”.

Pedidos de esclarecimento

Segue, na íntegra a solicitação de esclarecimentos pedida pela Câmara Municipal de Machico, assinada pelo Gabinete da Presidência.

"Por solicitação do Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Machico, serve o presente para solicitar informação precisa sobre a medida de alojamento de pessoas regressadas à Madeira nas instalações do Hotel Quinta do Lorde, que se presume para cumprimento do período de quarentena devido às restrições dos Planos Contingência-COVID-19. A necessidade do conhecimento desta informação decorre do facto de inúmeros munícipes, residentes na freguesia do Caniçal, terem contactado os Serviços deste Município e da Junta de Freguesia do Caniçal a questionarem sobre esta situação.

Neste sentido solicitamos a essa Secretaria que nos esclareça de forma oficial, quais as decisões que foram tomadas e que implicam diretamente o território Municipal de Machico, de modo a que as entidades municipais possam estar ao corrente do que se passa nesta área geográfica, no sentido de que sejam prestados os melhores esclarecimentos quando questionados.

Agradecendo toda a tenção dispensada a este assunto, apresentamos os melhores cumprimentos".

Nessa mesma data, 20 de março, também o Serviço de Proteção Municipal solicitou idêntico esclarecimento, junto do Serviço Regional da Proteção civil, esta assinada por Márcio Gouveia, conforme transcrição.

"Serve o presente para solicitar ao SRPC,IP-RAM o seguinte:

O Município de Machico tem vindo a ser contactado por munícipes e pelos responsáveis da Junta de Freguesia do Caniçal a solicitar informações sobre um "alegado" realojamento nas instalações da Quinta do Lorde, de pessoas que entram na RAM e necessitam de período de quarentena devido às restrições dos Planos Contingência-COVID-19.

Neste sentido solicitamos ao SRPC,IP-RAM que nos esclareça de forma oficial, quais as decisões que foram tomadas e que implicam diretamente o território Municipal de Machico para que as entidades municipais possam estar ao corrente do que se passa no território e que cumprindo com as suas obrigações informe a sua população".

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